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1. Deu nos jornais: um f
ulaninho americano, novinho, aprendeu a roubar e muito bem. Uma camiseta usada por ele virou hit da estação. Fiquei pensando: como? Tentei entrar na cabeça de um adolescente, mas não sou mais. Lembrei de minha época, do mimetismo hippie, das bocas à la Brigitte Bardot que começavam a dar à cirurgia plástica brasileira um lugar de honra. O que mais? Levar um Marx embaixo do braço? Ler Fernando Pessoa, ouvir Hendrix e bossa-nova ao mesmo tempo? Ensebar estudos sobre Geopolítica e fome (esses esudos deveriam existir em todos os cursos colegiais e universitários, tão obrigatório quanto Filosofia e Antropologia). Pois bem, voltando ao ladrãozinho e mimetismos, nada lembro que se comparasse a esse espelhamento pela via de uma camiseta de um ladrãozinho sorridente. Por quê? Mistério, para mim. E para você leitor, tb é mistério? Conte-me o que pensa.
2. Lula é palanqueiro, Dilma não é, Serra não é, Marina não é. O Brasil está querendo discurso, suor e risos+bolsa familia. De novo o Salvador da Pátria? Argh! Vou chamar o Cri-Cri, já é época de eleições. Essas bolsas- familia são para reforçar a “familia”, esse centro de pai, mãe, filhos, no sentido de dar instrução e proteína a todos (acho eu que é isso). É um “reforço” que tem tudo para ser caridade. Pois não é que o estudo, algo paraestar além da assinatura do nome, que vem para o homem articular coisas, desde números, letras, sentenças, até um longo pensamento, não tem peso nessa história? Quem se lembra disso, da boa instrução? Quando um jornalista americano perguntou a um jornalista ingles se a Suécia é uma cidade (verdade!), como fica nosso “modelo” educacional quantitativo, pós leis elaboradas pelo golpe de 64 e que não sairam ainda? Há familias no Nordeste que pararam de trabalhar para obter renda pela tal bolsa: estão tendo mais filhos. Uma distorção leva a outras. E ligando alhos com bugalhos, leiam as colunas do Anderson Félix sobre educação. Afinal, a Abril comprou a Anglo, não é? Fará livros paradidáticos. E como estão os livros para esses meninos e meninas que vão estudar no primeiro e segundo graus? O que ensinam, Anderson? Conte-nos com exemplos. Sei que são de arrepiar…
3. Tem gente fora de esquadro, mesmo! Há classes em certas faculdades paulistas (sei que há em outra, na Paraíba) com uma quantidade enorme de alunos que querem aprender …..pasmem!… grego antigo. E no próximo ano, um novo espaço abrirá para cursos livres de cultura grega antiga e outras variedades intelectualmente dignas de nota. Há os que anseiam tal abertura. Pode? Eu vivo com tontura no Brasil!! Expliquem-me se souberem…
4. A 2001 [e tenho que fazer essa publicidade aqui sem ganhar nada] está com toda a coleção de Hitchcock. Os filmes em branco e preto, ainda feitos na Inglaterra, valem muito! O cenário é expressionista (estilo Murnau), os atores são teatrais, os cenário são pobres. No entanto, que conjunto magnífico com o conteúdo sempre cuidadoso e que deixa coisas no ar para pensar. Hitchcock brinca com a câmera, com o claro-escuro, sombras, luz… e se diverte. Não aparece nos filmes ingleses, como aparecerá quando de sua mudança para a Warner Bros., EUA. Sua marca “inglesa” é um gato preto. Beleza! Ao assistir não se assuste. É tudo tão diferente de hoje, e não faz tanto tempo assim!! Hitchcock é um genio brincalhão. Misturem o expressionismo alemão e a literatura de Evelyn Waugh com Agatha Christie: pronto, assistam com prazer e calma, muita calam. O ritmo é outro… não há efeitos especiais, bem ao contrário… Falarei mais a respeito.
Adieu. R. Gazolla

Hitchcock é da época em que se alcançava o dizer pela imagem. Hoje nem os diálogos cinematográfico emitem mensagem! Aí, é preciso que os penduricalhos visuais envernizem o vazio dos roteiros.
Através do que enquadrava, ele expressava todo o conteúdo que deveria ser dito e, o mais incrível, escondia o que deveria ser achado; até a audiência destatenta percebe que sempre fica algo reticente em suas cenas (principalmente as que começam seus filmes). O suspense reticente de Hitchcock faz do suspense “vidente” de Hollywood a caricatura dos mistérios.
xii engoli um “s” ali no “cinematográfico”