Glauco tinha o traço curto, rápido, sintético, móvel. Talvez sua criatividade fosse tão grande… que só traços assim dariam conta do seu torrencial imaginativo. Glauco ajudava as pessoas, cuidava das pessoas que o procuravam. Criou seu espaço público para cuidar da interioridade de cada um. Doce, sim, todos o achavam; uma pessoa, realmente uma pessoa. Que pena! Tão poucas são as pessoas… Foi preciso um jovem sem interioridade, perdido de si mesmo, para por fim à vida de alguém como o Glauco. O resto… é o resto.
1. Que me permita meu amigo Aloysio Azevedo veicular este desenho do Glauco, feito rapidamente em lauda, para ele, ao final da década de 70.
2.Simpatica por demais a colaboração de nosso leitor Resende. Vejam no ítem “Colaborações dos leitres”. Primor…
3. Lembrando que a arte ensina mais diretamente que todos os discursos juntos, o Instituto Hypnos está preparando a montagem de um acervo de todas os textos greco-latinos já editados (várias línguas). Este acervo estará sendo cuidado pelo Mosteiro de São Bento, numa das suas salas que está em reforma. Será aberto aos pesquisadores. São as fontes primárias que não temos por aqui (na Aérica Latina): temos algumas poucas e quase nunca juntas para pesquisar. O trabalho é grande e o mecenato será acionado para ajudar o Instituto Hypnos. Não pediremos verba pública. Pois é… Aguardem mais notícias a respeito. O trabalho vai firme mas é lento.
4. Não custa lembrar que Aristóteles escreveu sua Retórica pensando não só nos estilos, mas na felicidade. Como assim? É que os filósofos gregos não diferenciavam entre ter um bom destino, digamos, o modo de persuadir alguém e o justo. Pensem a respeito.
5. Karl Jung escreveu um livro muito especial que é chamado Livro Vermelho. De próprio punho, contou coisas incríveis para nós, tão cientificistas, e desenhou muito nesse “livro”, belos desenhos, belas cores. A preocupação em “fazer ciência”, que por vezes se vê em muitas de suas obras, criou em alguns leitores alguns sobressaltos, principalmente quando ele adentrava no camço da Filosofia, pois nem sempre o que ele dizia era cientificizável e nem filosoficamente “correto”, como se sabe. E quando isso acontecia, alguns alvissareiros viam nesse pensador algo de místico que os encantavam ou desencantavam, ou procuram uma ciência firme e clara e… Bom, em se tratando da psique humana devem existir os dois campos, o que não é bom nem mau, é. Mas, nesse livro vermelho, escrito em alemão gótico e agora traduzido (bilingue), vale lê-lo sem buscar o que se espera ou se quer encontrar, simplesmente ler… e olhar bem os magníficos desenhos junguianos.
O palavreado lisonjeiro é armadilha coberta de mel. (Diógenes, o cínico)

