
Passou da hora. O Ministério da Educação poderá cortar bolsas de estudos do Prouni de pelo menos 23 das 55 instituições de ensino com cursos superiores mal avaliados. Isso, apenas no futuro! Eles passarão por nova avaliação e se não apresentarem melhora serão penalizados no próximo ano. Estima-se que o governo federal deixou de arrecadar, desde o início do programa, 1 bilhão de reais em impostos transformados em bolsas. Um negócio lucrativo para as empresas de ensino e que traz discutível retorno para o governo. E os bolsistas “beneficiados”? A fortuna não foi igualmente repartida com eles, já que carregam um diploma na mão e pouco conhecimento na cabeça.
A trajetória. Primeiro o aspirante a diplomado tem de fazer (e bem!) o Enem para garantir uma vaga no curso superior. Depois, cursando a faculdade é submetido à nova avaliação, parte do exame (Enade) do MEC que responderá se o curso que ele frequenta atende às “exigências” daquele que antes credenciou a faculdade para lhe oferecer uma bolsa, ou seja, o próprio MEC. Estranho, não? Sejamos francos: aqui em São Paulo, para ficarmos só em um Estado, há no máximo 5 instituições particulares de ensino digna de crédito, dependendo ainda do curso e da área. Portanto, elas deviam ser as únicas parceiras do governo. Afinal, ninguém em sã consciência procura mal sócios.
Se assim fosse, estaríamos diante do mesmo problema que originou o programa. Trata-se do difícil acesso dos alunos, principalmente da rede pública, ao ensino superior público e privado de qualidade, visto que disputariam as vagas mais concorridas nas universidades mais disputadas. Quem acompanhou a gestação do programa sabe que no início sobravam bolsas devido ao grande número de instituições participantes, o que sinalizava o claro interesse do governo em assegurar “universidade para todos”, não importando a qualidade do ensino. Não está na hora de o Prouni fazer a sua primeira prova?

pois é!tomara que o Governo Federal reveja essa questão abordada no seu texto, diga-se de passagem, com a propriedade de quem está preocupado com a educação, uma vez que,dinheiro tem, o que não tem é seriedade no planejamento…Do jeito que foi mencionado no texto, a educação, claramente, virou uma fonte de lucro para as universidades, e, sendo assim, como já é de conhecimento de todos,para auferir seus lucros os capitalistas não medem resultados sociais… compartilho suas idéias, e digo mais, o ENEM que será aplicado no próximo mês, representa a exclusão da maioria nesse regime que se julga tão democrático…Ha,ha,ha,ainda dizem que somos exemplos de garantias individuais…eta politicagem! Forte abraço.