- Estão martelando com constância nos nossos ouvidos: a classe brasileira de poder aquisitivo menor está “caindo” na capacidade de compras. É a crise! Bom, só vou entender isso se me explicarem quais os produtos que estão sendo menos comprados (comparativamente). A imprensa anda manca e não explica nada. Se olharmos os EUA antes da crise, as pessoas de lá tinham um poder aquisitivo enorme – se medido pelo que compravam em “trocentas” vezes, desde automóvel último tipo, casarões, até barcos, sem contar supérfluos e mais supérfluos. Ocorre que isso tudo não é fundamental, e fiquei pensando que esse estilo de vida estava (está)sendo exportado para nós (não só). Aqui, pessoas que ganham 2.500,00 reais faziam (fazem?) dívidas odisséicas para trocar de carro, por exemplo, em 40 vezes!!! E assim a coisa ia, até que perdiam o carro…e pagavam a dívida do cartão com empréstimos do pp cartão, muitas vezes.. Grr… Se forem aquisições desse tipo que estão caindo…. até está bom, é mau para o capitalismo selvagem mas nem tanto para a consciência dos cidadãos. Preciso de detalhes, srs. jornalistas. Comentários pela metade por quê? E não vale perguntar se eu tenho ou não carro último tipo, etc… não muda nada. Grrr…
- Muitos vão achar ruim comigo, porém, como estou ficando idosa, posso dizer certas coisas que os jovens talvez tenham receio de dizer: não aguento mais filmes brasileiros e não brasileiros embasados na “estética da miséria”. V quer ver bons filmes sobre a penúria, a descura? Procurem os de Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha… Einsenstein, essa tal “estética”. Algo me diz que alguém achou um filão financeiro que deu certo (a partir dos cineastas Salles que, como primeiros, eu perdôo só os primeiros filmes), e a coisa não pára mais. Será que vai dar o mesmo cansaço que a a época dos filmes nazistas x judeus? Hum… me matam… mas já pensei nas consequências do que falo. A repetição atordoa e não conscientiza.
R.Gazolla
