1. Caetano Veloso disse ao jornal O Estado de S Paulo o que pensa do sr. Luiz Inácio da Silva e de dona Marina da Silva. E disse certo ao compar´-los quanto à fala: o presidente fala grosso, erra no portugues, mostra sua má alfabetização; Marina fala certo, com suavidade, é bem articulada. Ora, quem gosta do presidente sabe, sim, que ele foi mal alfabetizado. Poderia ter corrido atrás da carência? Claro! Correu pouco, porém, mas em sendo um homem prático – e dizem que é carismático, não sei – não precisou aperfeiçoar nada que saisse dos limites de sua liderança verbal para grandes grupos. Já Marina….
2. Ah, mas quem aproveita a brechazinha dessa colocação do Caetano? Tanto quanto a moça daquela universidade que vestiu saia muito curta e tem servido para vários dias de preenchimento do vácuo jornalístico, José Celso Martinez Correa, que não perde uma oportunidade de “sair no jornal” (Viva o chacrinha!!!), já correu a fazer seu discurso em resposta ao de Caetano Veloso, um discurso sobejamente esperado, cansativo, pretensamente macunaímico (!), que não tem mais força por excesso de repetição.
3. Os que amam José Celso até hoje – talvez em nome de priscas eras em que ele fez algo importante no teatro- vão achar ruim comigo. Mas, há que saber quando parar… ou mudar. É uma sabedoria que nem todos têm. A antropofagia do senhor em pauta já está nos ossos…. perdeu as carnes e não deixa de ser o velho “épater le bourgeois” da década de 60.
4. Para o mais novos, essa expressão francesa significa “surpreender o burgues”, algo que talvez esteja hoje, e em parte, dentro da expressão “nouveau riche” e seu estranhíssimo comportamento. Mas no “épater” há o sentido político que na segunda expressão quase se perde.
5. Nos tempos de onça magra e tartaruga que não sai da casca, é preciso pensar melhor, não se surpreender com o que não surpreende, não correr atrás dos traços da carroça que a chuva do ano passado já apagou. Não só aos jovens deslumbrados isso deve ser dito, mas aos velhos autodeslumbrados pelas boas coisas que fizeram no passado, aos não tão velhos que continuam sentados sobre prêmios ganhos e não podem mais revigorar sua mente (exatamente porque fica muito sentado). Neste caso, não penso só no José Celso, mas em certos escritores, em certos publicitários, em certos jornalistas. que se estão deitados eternamente em berço explêndido, sem perceber que não são mais explêndidos.
Ó lástima!!!!
É comum que um momento restitua o que muitos anos subtraíram < Publilio Siro, S.26>

Caro R. Gazolla
“Vão achar ruim comigo”?
“Explêndido”?
Parece que não é somente o presidente quem tem deficiências de alfabetização.
Saudações,
H. Fonseca
Não me lembro mais desse texto, mas não quero assumir as novas regras… que aliás continuam em debate… O que mais está errado, mesmo? R.G.